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Solange Diniz Filgueiras, da Redação para Internet


Caro leitor,

    Sempre fui muito militante desde muito menina. Era sempre representante de turma, mais tarde do diretório acadêmico, sempre “brigando” por alguma causa. Ainda não tinha consciência naquela época que era um sangue de jornalista que tinha nas veias e até cheguei a fazer eletrônica. Minha geração não foi a do “ano que não terminou”, mas fomos às ruas pelas diretas e acreditávamos num presidente do povo. Mas, tudo hoje parece não fazer sentido. A democracia se perdeu e o presidente do povo se confraterniza com Fernando Collor de Melo e sai em defesa de Sarney. Tento não perder este idealismo, mas confesso tenho ficado muito desestimulada ultimamente, pessimista mesmo com tantos escândalos no nosso país. É um atrás do outro! Parecem não ter fim. Nosso presidente, diga-se de passagem, sem diploma e muito na moda no momento é um show de pérolas! Difícil mesmo dizer qual foi a maior pérola do Luiz Inácio Bolsa da Silva durante todo o mandato. Mas, dizer que: “Uma coisa é matar, outra é roubar, outra é pedir um emprego, outra é a relação de influência e outra é lobby”, foi demais! Disse ainda que o Senado tem condições de investigar Sarney sem que ele deixe o cargo. Como se esta infeliz comparação aliviasse todas as ligações do senador com os atos secretos. Ora! Errado é errado! Não existe mais errado ou menos errado ou um pouco mais errado! Ato errado tem de submetido às leis e às devidas punições.
    Com o passar dos anos e tendo uma ferramenta que é um veículo de comunicação para colocar toda a minha indignação e meus pensamentos minhas lutas passaram mais a ser travadas com a pena. Mas, também entrei numa verdadeira guerra para destituir um síndico há poucos anos. Acabei assumindo o cargo e pegando um condomínio falido e cheio de dívidas e com a ajuda da equipe conseguimos reverter o caso. Faço um trabalho voluntário no Conselho Comunitário de Segurança da 3ª AISP – Área Integrada de Segurança Pública - para tentar melhorar a segurança na nossa região. Sempre recebi inúmeras denúncias nas redações e ligava para o comandante, na época o Ten. Cel Teixeira. Ele achava que era para mandar viaturas ao local. Mas, eu dizia de pronto: “Não! O leitor confia em mim! Eu é que vou investigar!” Ele ficava desesperado e dizia com todo o carinho: “Menina, você não vai conseguir mudar o mundo!” Aliás, esta frase parece me acompanhar durante a vida. Sempre a ouço das mais diferentes pessoas. No momento “brigo” pelo nosso diploma de jornalista. Tantos anos de investimento numa profissão que o STF “acha” não ser importante.
Com a desastrosa decisão do Supremo Tribunal Federal já esperávamos que outras profissões também fossem desregulamentadas. A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, ingressou com uma ação no STF contra dispositivos da lei que regulamenta a profissão de músico. Para Duprat, as regras questionadas não foram recepcionadas pela Constituição Federal e são "flagrantemente incompatíveis" com a liberdade de expressão da atividade artística e com a liberdade profissional. Ao todo, a procuradora-geral contesta 22 artigos da lei que criou, em 1960, a Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), estabeleceu requisitos para o exercício da profissão de músico e instituiu o poder de polícia sobre esta atividade artística. Ela questiona que tipo de interesse justificaria a restrição à liberdade profissional do músico e a qual risco social estaria envolvido nesta profissão. Segundo Duprat, "se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo ele causará a sociedade". Duprat pediu a suspensão dos dispositivos até o julgamento final da ação.
Diante de mais este desastre que tira dos maestros, músicos, anos de investimentos, de estudo, de disciplina fica aqui o meu protesto. Nosso país tem músicos maravilhosos e talentosíssimos que têm de ir para o exterior porque o Brasil não os valoriza e ganham uma miséria. Será que não passa pela cabeça dos ministros do STF e da procuradora-geral que todo profissional quer que sua profissão seja regulamentada? Isso lhe dá credibilidade e respeito. Hoje temos 800 mil músicos no Brasil.



Escrito por sol às 08h41
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NOVIDADE – IMPRENSA LIVRE!
    Em abril comemoramos o Dia do Jornalista. Mas, infelizmente temos muito pouco para celebrar. Foi uma data marcada por debates em todo o país em defesa do diploma como requisito para o exercício profissional do Jornalismo. Muitos parlamentares têm se manifestado em favor da categoria. “Quebrar a exigência do diploma é permitir que qualquer pessoa, a qualquer preço e em qualquer jornada exerça as funções do jornalista. É desresponsabilizar a profissão”, afirmou o deputado Tadeu Veneri.
Ao longo da construção da minha carreira passei por vários jornais onde a direção não está nas mãos de profissionais da área de comunicação. Trabalhei num dito “jornal de bairro” cujos proprietários eram médicos. Marquei uma entrevista com o Osvaldo Montenegro e eles foram fazer a entrevista no meu lugar porque alegaram ser fãs do artista. Acredito, caro leitor, que para exercer uma profissão, que é formadora de opinião, não basta ser fã de alguém. Trabalhei lá durante uma semana porque não posso admitir que o Osvaldo ou qualquer outro artista pense que pessoas tão despreparadas se considerem jornalistas. Mas, neste caso, ainda tinham terceiro grau completo, porque na maioria das vezes só têm um segundo grau e ainda pensam que sabem e podem fazer Jornalismo. Noutro episódio fiz uma entrevista com o Ministro José Gomes Temporão, mas não consegui publicar porque a direção era contra a "discussão" sobre a legalização do aborto. Isto só me fez admirar ainda mais o nosso Ministro que briga por nós, mulheres. O papel de um jornal não deveria ser o de informar e fazer as pessoas pensarem por si sós? Na faculdade aprendemos: Ética, Lógica, Psicologia, Filosofia, Sociologia, além é claro, de inúmeras cadeiras de Português. Se essas pessoas não têm esta formação o que você lê está nas mãos de quê profissionais ditos formadores de opinião?
O leitor já percebeu que as bancas de jornal viraram "lojas"? Vendem de tudo: bebidas, sorvetes, chicletes, balas, chaveiro, tiram cópias, passam fax, fazem recarga de celular etc. E quem paga os impostos? E o comércio legal como fica com tantos impostos para pagar? Não acha que a concorrência é muito desleal? Também tentei escrever sobre o assunto, mas a direção do jornal me disse muito claramente: "Como vou falar da banca se preciso dela para distribuir o meu tablóide?". Então, eu pergunto ao leitor: "Que imprensa é essa?" Assim, pessoas que montaram um jornal única e exclusivamente para ganhar dinheiro e esqueceram que o bem material que têm nas mãos é um veículo de comunicação, de informação, calaram a minha voz. Ou seja, esqueceram de você, leitor.
O jornalista responsável é uma figura obrigatória, o que é muito bom já que não temos um Conselho, embora a FENAJ - Federação Nacional dos Jornalistas - venha lutando há muito por isso. Mas, infelizmente, na maioria dos casos, esse que se diz jornalista responsável “vende ou empresta” o seu nome e nem sabemos ou nunca encontramos o tal jornalista na redação. Esse é o Jornalismo que você quer? Também não foi o que eu sonhei quando escolhi a profissão. Somos idealistas, destemidos, brigamos pela ética, pela honestidade, levantamos bandeiras contra a corrupção e a desigualdade social e principalmente acreditamos na comunicação, na palavra. O Jornalismo é um compromisso com o leitor, tem de ser um veículo de utilidade pública e que brigue e fale por você. Se é isso que você quer e pensa venha para o NOVIDADE. Somos uma equipe de profissionais de Comunicação Social e queremos ouvir você e contribuir efetivamente para a melhoria do nosso bairro. Não pretendemos encher páginas de anúncios. Aliás, se a nossa prioridade fosse ganhar dinheiro seria melhor ter escolhido outra profissão. Os tablóides aqui no Rio se perderam e viraram verdadeiros "balcões". O texto é só para tapar os buracos dos anúncios que não foram vendidos. O NOVIDADE terá sempre informações interessantes e relevantes, focando principalmente pessoas do nosso bairro e que faça com que você pare para ler todas as matérias. Um "balcão" não é para ser lido mesmo.
O NOVIDADE não pretende ser mais um jornal de bairro a encher a sua caixa de correio, mas ao que deveria se propor todos os veículos de comunicação, uma IMPRENSA LIVRE!



Escrito por sol às 08h40
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        Aqui jaz um jornalista, um idealista.
        Mas, quem recebe os pêsames é a sociedade.


    Caro leitor,

    Este mês não haverá editorial. Minhas palavras e minha alma estão sangrando com este grande retrocesso para a nossa sociedade, para a democracia.

    O Supremo Tribunal Federal cedeu aos barões da mídia. O que dizer agora para as novas gerações? Que tal um: “NÃO ESTUDE! Você poderá ser um jornalista ou até presidente da República!” Fico imaginando uma dessas mulheres frutas e um ex-BBB apresentando um jornal. Ah! Desculpem-me! Essa prática já acontecia, só que agora é oficial e lícito!

    O ministro Gilmar Mendes ainda chegou a comparar um formador de opinião a um chefe de cozinha!

    Não há palavras para definir essa decisão desastrosa do STF. Forças escusas querem calar a nossa voz. Recebemos inúmeros e-mails e deixo que a sociedade neste momento triste da nossa história fale por nós.

        Meus pêsames a todos os brasileiros,

                    Solange Diniz

 



Escrito por sol às 08h39
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FÁBRICA DE VOTOS – BOLSA-FAMÍLIA
 
 
Os leitores foram perdendo o hábito de ler editoriais e com toda razão. Jornais comprometidos com partidos políticos, clientes etc. Mas, no NOVIDADE é diferente e neste espaço teremos muita coisa para discutir. Nesta edição, o absurdo de em seis estados brasileiros o Bolsa Família já atender a metade da população. Em algumas cidades do Nordeste, mais de 90% dos moradores já são beneficiados. Ano que vem um em cada três brasileiros receberá o auxílio. O Bolsa Família inclui até moradores de rua! Já atende a 20,4 mil moradores de rua e ainda vai aumentar sua presença nesse segmento. Até o fim do ano que vem prevê incorporar mais 1,8 milhão de novos beneficiários, dos quais 600 mil deverão ser moradores de rua, acampados da reforma agrária, indígenas e habitantes de áreas remanescentes de quilombos. O que o Luiz Inácio Bolsa da Silva pretende? Incentivar o ócio? Colocar um “band-aid” para esconder a pobreza? Distribuir “bolsas” não dá dignidade a nenhum cidadão. Quais serão as conseqüências dessa distribuição de “esmolas”? Já temos cidades que não têm mão-de-obra na construção civil, porque as pessoas não querem ter as suas carteiras assinadas para não perder o “Bolsa-Lula”. E não se encontra quem queira fazer trabalhos domésticos. O governo tem de gerar empregos, qualificar a mão-de-obra, investir em escolas e na qualificação dos professores e não ficar distribuindo “esmolas”. O Bolsa Família é definitivamente uma fábrica de votos e popularidade.
 A verdadeira inclusão social se dará quando as pessoas se tornarem produtivas, trabalhando na economia formal e elevando a sua auto-estima. As bolsas só farão perpetuar os altos índices de desigualdade. O governo tem de ter uma política de criação e geração de empregos urgente ou então as pessoas irão preferir receber o auxílio e trabalhar na informalidade. Não existe uma política pública para que o beneficiado pelo “Bolsa-Lula” rompa com o ciclo da pobreza e isso pode ter consequencias desastrosas. Nossos governantes precisam investir no futuro, ou seja: em educação.
Felizmente, o prefeito Eduardo Paes vetou o Bolsa-Floresta! Um projeto de lei da vereadora Lucinha que prevê a concessão de auxílio para moradores de favelas que vivem em área de risco ou de preservação ambiental para que conservem os ecossistemas. Foi apelidado de “Bolsa-Invasão”! Mas, já tinha sido aprovado na Câmara em abril!
Nesta segunda edição não poderíamos deixar de agradecer a todos os e-mails desejando: sucesso, prosperidade, parabéns, enfim tantas palavras de carinho que recebemos de vocês e que tanto nos emocionaram. É muito importante ver um trabalho sendo reconhecido. Isso nos dá forças para seguir adiante, principalmente num momento em que se discute a obrigatoriedade do diploma para o exercício do Jornalismo e o fim da Lei de Imprensa, que deixa um vácuo legal para a regulação das relações entre a imprensa e a sociedade, necessitando urgente de nova regulamentação. Acredito na sociedade que respeita o profissional de imprensa e entende que o diploma é uma exigência legal e moral. Obrigada a todos que nos escreveram e que reconhecem no Jornalismo o verdadeiro exercício da democracia.

 
Assessoria de Imprensa
Solange Diniz

 

publicado no jornal "NOVIDADE" em maio de 2009



Escrito por sol às 08h52
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BANDA VOXS: Alegria, Nostalgia, SHOW para toda a família

 

         Solange Diniz

 

 

         Sabe um daqueles dias que você já acorda resolvendo problemas? Um dia que tem tudo para ser muito estressante, corrido e cansativo? Precisei ir ao Shopping Méier para revelar umas fotos e enquanto esperava percebi um movimento de montagem de equipamentos de som no palco. Como jornalistas estão sempre atrás de uma pauta resolvi ficar para assistir. Num dia que tinha tudo para dar errado ganho um presente de Deus, o talento da Banda VOXS. Músicos maravilhosos, as meninas com uma voz tão doce e suave e o igualmente talentoso e também um show man, Vagner. A vida sempre nos surpreende e por isso é tão encantadora. Fiquei lá recebendo aquela arte e esqueci todos os problemas. Os artistas têm esse poder de deixar a nossa vida mais leve. Mas, infelizmente muitos consideram a arte, a cultura supérfluas. Tenho certeza de que o mundo seria cinza, muito triste, sem nossos talentosos artistas. Assim, naquele dia nasceu uma fã da Banda VOXS, uma linda amizade e esta matéria.

         As irmãs: Sofia, Samanta e Silvia formavam “As S”, que se apresentaram durante 36 semanas na primeira edição de “calouros” do programa Raul Gil. Mas, estas meninas começaram a carreira muito cedo com cinco, sete aninhos. Sofia Bressan toca teclado e é formada em canto. Samanta Bressan com sua voz suave também toca violão, é professora de canto e compositora. Vagner Santos além de agitar a galera e animar a todos, tem uma voz linda, toca: saxofone, clarineta, gaita e flauta. Começou a estudar música aos 12 anos, ingressou numa orquestra sinfônica sacra aos 15 anos, foi maestro aos 20 anos e por mais de 15 anos atuou como músico em conservatórios musicais. Vagner tem um humor e uma alegria contagiantes. Ele brinca com o público, coloca as vovós para cantar, é uma graça! Elas são fãs dele! Mas, quem não é?

“Tocar na Praça de Alimentação do Shopping Méier é sempre um prazer imenso pra gente. A alegria com que as pessoas nos recebem, cantam, dançam é demais. Para nós é uma felicidade indescritível podermos tocar músicas que marcaram uma época em que o mundo era tão mais tranqüilo, em que as pessoas tinham mais tempo pra si mesmas, para passear, namorar, dançar, freqüentar bailes, se embalarem ao som de músicas cujas letras eram tão puras e românticas e tocavam fundo o coração das pessoas. Encontramos no Méier, nas pessoas do bairro que freqüentam nossos shows essa pureza, essa alegria de viver, de dar um nó no estresse, na correria do dia a dia e estarem lá presentes aos shows, despreocupadas com a crise mundial e com tantas outras preocupações que tiram da maioria qualquer força e disposição para curtirem o bem que a música pode trazer a vida, a saúde e aos corações das pessoas”, declara Vagner.

“Nos sentimentos privilegiados em poder dividir alegria com os moradores do Méier, que pra nós, sem dúvida é a região mais calorosa do Rio. Nossos shows são recheados de famílias, de pessoas idosas que não se contêm e saem para dançar entre as mesas e nos mostram a cada o show o quanto é bom viver e que nas simples coisas como enfrentar as limitações de sua idade, às vezes debaixo de chuva, com dificuldades de saúde, lá estão sempre nos mostrando que para ser feliz não tem idade”, diz Samanta.

“Achei a banda muito completa, pois consegue juntar todos os gostos e faixa etária. Faz dançar, rir, cantar junto e é um show para toda família. Um ótimo divertimento. Os cantores são simpáticos e todos que os assistem se apaixonam”, disse a atriz Lívia que assistia ao show pela primeira vez.

Não é uma delícia assistir a um show de graça com tão talentosos artistas e bem pertinho da nossa casa? Então, fiquem de olho na agenda de shows no Shopping Méier.

Tel.: para shows: (21) 2576-6173

PUBLICADO NO JORNAL "NOVIDADE" - ABRIL/2009



Escrito por sol às 08h22
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